Comparador de financiamento imobiliário misto (Japão)
Entradas
| Prazo do financiamento | 35 |
|---|---|
| Juro pós-fixado | 0,4 % |
| Juro prefixado por todo o prazo | 1,5 % |
| Cenário de alta de juros | Estável (sem alta de juros) |
Visualização
Comparador de financiamento imobiliário misto (Japão)
Simule um financiamento imobiliário japonês dividido em uma parte com juro pós-fixado e outra com juro prefixado por todo o prazo. Ajuste a fatia pós-fixada e compare prestação, total pago e total sob alta de juros.
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Dados do financiamento
Divisão entre os tipos de juro
Cenário de alta de juros
Resultados
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Fatia pós-fixada e total pago
Detalhe das partes pós-fixada e prefixada
Diferença para 100% pós-fixado
Financiamento imobiliário misto (Japão)
O financiamento imobiliário misto é a modalidade japonesa em que o valor de um único financiamento é dividido em duas partes: uma com juro pós-fixado e outra com juro prefixado por todo o prazo. Um único tomador, ao comprar um único imóvel, financia parte do valor — por exemplo, parte de ¥40.000.000 — com juro pós-fixado e o restante com juro prefixado. A intenção é conter a alta de juros mais do que um financiamento totalmente pós-fixado faria, mantendo a prestação inicial mais baixa do que num totalmente prefixado. Esta calculadora move a fatia pós-fixada e compara, numa única tela, como mudam a prestação mensal, o total pago e o total pago caso o juro suba. Serve de base de decisão para quem vai contratar um financiamento e não consegue se decidir entre pós-fixado e prefixado.
Como funciona o financiamento misto
No Japão, o juro do financiamento imobiliário costuma seguir dois tipos. No pós-fixado, a taxa é revista ao longo do pagamento; no prefixado por todo o prazo, ela não muda até a quitação. O pós-fixado parte de um juro inicial mais baixo, mas carrega o risco de a prestação subir com a alta futura de juros. O prefixado tem juro mais alto, porém deixa o total a pagar definido desde o início, o que facilita planejar o orçamento familiar.
O misto combina os dois dentro de um mesmo financiamento. Aumentar a fatia tomada com juro pós-fixado reduz a prestação inicial; aumentar a fatia prefixada eleva a estabilidade diante da alta de juros. Em vez de optar por um extremo, é uma forma de equilibrar risco e prestação num ponto intermediário.
Fórmula da prestação
Tanto a parte pós-fixada quanto a prefixada seguem o sistema de prestações constantes (Price), em que se paga um valor mensal fixo. Para um valor financiado , juro anual e número de parcelas (em meses), a prestação mensal é dada por:
P=B⋅1−(1+r/12)−nr/12Essa é a fórmula padrão dos financiamentos imobiliários: ela fixa a prestação de modo que, ao fim de parcelas, principal e juros sejam quitados por completo. No misto, a fórmula é aplicada separadamente à parte pós-fixada e à prefixada, e a soma das duas é a prestação mensal. Sendo o valor financiado e a fatia pós-fixada, a parte pós-fixada vale e a prefixada, .
Exemplo de cálculo
Considere um valor financiado de ¥40.000.000, prazo de 35 anos (420 parcelas), juro pós-fixado de 0,4%, juro prefixado de 1,5% e fatia pós-fixada de 50%. Cada parte fica com ¥20.000.000.
PvPfP=20000000⋅1−(1+0.004/12)−4200.004/12≈51038=20000000⋅1−(1+0.015/12)−4200.015/12≈61237=Pv+Pf≈112275A prestação mensal fica em cerca de ¥112.275, e o total pago em 35 anos, em cerca de ¥47.160.000. Esse valor está exatamente no meio entre o total de um financiamento totalmente pós-fixado, de cerca de ¥42.870.000, e o de um totalmente prefixado, de cerca de ¥51.440.000. A diferença de cerca de ¥4.290.000 frente ao 100% pós-fixado é o custo prático de manter uma parte prefixada como proteção contra a alta de juros.
Como definir a divisão
Não há uma divisão única correta entre pós-fixado e prefixado. Se o juro não subir, quanto maior a fatia pós-fixada, menor o total pago; se subir muito, quanto maior a fatia prefixada, menor o acréscimo. A ideia básica é ampliar a parte pós-fixada para priorizar a prestação inicial mais baixa, ou ampliar a prefixada para priorizar a proteção contra a alta. Movendo o controle da fatia nesta calculadora e observando ao mesmo tempo a prestação mensal e o total pago após uma alta, é possível buscar uma proporção confortável dentro do que o orçamento comporta.
Ao trocar o cenário de alta de estável para gradual ou choque, a alta incide apenas sobre a parte pós-fixada, e fica visível quanto o total pago sobe acima da referência. Como o juro da parte prefixada não muda, quanto menor a fatia pós-fixada, menor é esse acréscimo. Vale notar que esta calculadora adota um modelo simplificado, em que a prestação é recalculada a cada ano pelo saldo e pelo prazo restante, e não trata da regra dos 5 anos e do limite de 125% nem dos juros não pagos. Um teste de estresse mais detalhado do juro pós-fixado modelaria também essas regras.
Pontos de atenção
Por exigir dois contratos, o financiamento misto cobra em dobro parte das despesas, como a tarifa de contratação e o imposto sobre documentos, e torna o processo mais trabalhoso. Esta calculadora não inclui essa duplicação de despesas, de modo que o total efetivamente pago fica um pouco acima do exibido. Há ainda bancos que não oferecem o produto misto ou que restringem as combinações de prazo. Para quem avalia ampliar o valor financiado e o abatimento fiscal com a renda de um casal, o número de tomadores e o uso do abatimento passam a ser o ponto central.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é um financiamento misto?
É a forma de dividir o valor de um único financiamento, para um único imóvel e um único tomador, em duas partes: uma com juro pós-fixado e outra com juro prefixado por todo o prazo. Em um financiamento de ¥40.000.000, por exemplo, ¥20.000.000 podem ficar pós-fixados e ¥20.000.000 prefixados.
É uma opção intermediária: contém mais a alta de juros do que um financiamento totalmente pós-fixado e mantém a prestação inicial mais baixa do que um totalmente prefixado.
Qual fatia deixar pós-fixada e qual prefixada?
Não existe uma divisão única correta: ela depende de quanto peso se dá à proteção contra a alta de juros. Quem prioriza a prestação inicial mais baixa amplia a fatia pós-fixada; quem quer conter o risco de alta amplia a parte prefixada.
Nesta calculadora é possível mover a fatia de 0% a 100% e observar como mudam a prestação mensal, o total pago e o total após uma alta de juros, até chegar a uma proporção confortável. Quem quer prever as despesas fixas do orçamento pode usar como referência a parcela da prestação coberta pela parte prefixada.
O financiamento misto sai mesmo mais barato?
Se o juro não subir no futuro, a opção totalmente pós-fixada é a mais barata, e o misto fica proporcionalmente mais caro. Se o juro subir muito, porém, há situações em que o misto, por manter uma parte prefixada, paga menos no total do que a opção totalmente pós-fixada.
O misto não busca o menor custo absoluto, e sim equilibrar risco e prestação entre os dois extremos. A "diferença para 100% pós-fixado" mostrada na calculadora representa o custo prático dessa escolha intermediária.
Quais são as desvantagens do financiamento misto?
A principal é que ele exige dois contratos. Parte das despesas, como a tarifa de contratação e o imposto sobre documentos, é cobrada em dobro, e o processo fica mais trabalhoso. Há também bancos que não oferecem o produto misto ou que restringem as combinações de prazo.
Se o juro permanecer baixo, fica a sensação de que o totalmente pós-fixado teria sido melhor; se subir muito, de que o totalmente prefixado teria sido melhor. Esta calculadora não inclui a duplicação de despesas, de modo que o total real fica um pouco acima do exibido.
Quanto o misto compensa quando o juro sobe?
Como o juro da parte prefixada não muda, apenas a parte pós-fixada sofre com a alta. Para uma mesma variação, quanto menor a fatia pós-fixada, menor é o acréscimo no total pago.
Trocar o cenário de alta para gradual ou choque mostra quanto a prestação da parte pós-fixada aumenta e o quanto o total ultrapassa a referência. Para um teste de estresse mais detalhado do juro pós-fixado, que inclui a regra dos 5 anos e do limite de 125% e os juros não pagos, consulte <CalcLink id="mortgage-rate-stress-jp" suffix="." />
Qual a diferença para o empréstimo em par ou a renda somada?
O financiamento misto divide um único empréstimo, de um único tomador, em dois tipos de juro. Já o empréstimo em par e a renda somada partem da renda de duas pessoas — um casal, por exemplo — para ampliar o valor financiado e o abatimento fiscal do financiamento; aí o tema passa a ser o número de tomadores e o uso do abatimento.
Para combinar tipos de juro, esta calculadora é a indicada; para comparar formas de financiar a dois e o uso do abatimento, use a calculadora de <CalcLink id="mortgage-pair-loan-jp" suffix="." />
Aviso legal
Esta ferramenta apresenta uma estimativa baseada no sistema de prestações constantes (Price). Juros, descontos, despesas e formas de amortização reais variam conforme o banco e a análise de crédito. O cenário de alta de juros não prevê o futuro: é um modelo simplificado em que a prestação é recalculada a cada ano pelo saldo e pelo prazo restante. Para decisões concretas de financiamento, consulte o banco ou um profissional habilitado.