Simulador de prestação de empréstimo
Prestação mensal, total de juros e tabela de amortização para qualquer financiamento a taxa fixa pelo sistema Tabela Price — veículo, crédito pessoal, crédito estudantil ou empresarial.
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Para um financiamento de 25.000 $ com taxa de 7,5 % e prazo de 5 anos, a prestação mensal fica em ... e o total de juros chega a ....
A legislação de defesa do consumidor garante o desconto proporcional dos juros na amortização antecipada — nenhuma instituição pode cobrar multa por isso. Com mais de uma dívida, priorize a de taxa mais alta (método avalanche): é o que mais economiza juros. Crédito rotativo e cheque especial vêm sempre primeiro.
Cenários
Salve os valores atuais como cenário para comparar opções lado a lado.
O que é a prestação mensal de um financiamento?
A prestação mensal de um financiamento a taxa fixa é o valor constante pago a cada mês que, ao longo do prazo contratado, quita integralmente o capital emprestado mais os juros. No sistema Tabela Price — o padrão dos financiamentos de consumo a prazo fixo — todas as parcelas têm o mesmo valor nominal, mas a composição entre juros e amortização do principal muda mês a mês.
Este simulador atende a qualquer financiamento com Tabela Price e capitalização mensal: financiamento de veículo (CDC), crédito pessoal, FIES, crédito consignado e crédito empresarial. Para financiamento imobiliário — que adiciona seguro DFI/MIP, taxa de administração e ITBI — utilize o simulador de financiamento imobiliário do seu banco, pois essas cobranças variam por instituição.
A matemática
Para um capital financiado , taxa anual e prazo de anos ($n = 12t$ meses), a prestação mensal é dada pela fórmula PMT clássica:
PMT=L⋅(1+r/12)n−1r/12⋅(1+r/12)nO saldo devedor após meses com prestação efetiva é:
B(m)=max(0,L⋅(1+r/12)m−PMTeff⋅r/12(1+r/12)m−1)Com uma amortização extra fixa por mês, o novo prazo satisfaz :
n\*=ln(1+r/12)ln(PMTeff−L⋅r/12PMTeff)Tanto quanto assumem que a amortização extra reduz o saldo devedor (pelo Art. 52 do CDC, com desconto proporcional dos juros). Convém confirmar com a instituição que o valor não está sendo aplicado a parcelas futuras — algumas plataformas chamam isso de "antecipação", e nesse caso o contrato não encurta.
Por que a parcela inicial é quase toda juros
No sistema Price, os juros de cada mês incidem sobre o saldo devedor daquele mês. No início do contrato o saldo ainda é alto, então a parcela de juros é grande e apenas uma fração pequena da prestação amortiza o principal. À medida que o saldo cai, os juros caem junto e uma parcela maior da prestação passa a abater o principal — um efeito que se acelera sozinho.
Por isso uma amortização aplicada no início do contrato reduz mais juros do que o mesmo valor aplicado no fim: cada real retirado do saldo devedor deixa de gerar juros em todos os meses subsequentes.
Exemplo prático
Considere um financiamento de veículo de R$ 50.000 a 24 % a.a. em 60 meses. A taxa mensal equivale a 2 % e o prazo, a 60 parcelas. Aplicando a fórmula PMT, a prestação fica em torno de R$ 1.438, e o total de juros ao longo do contrato chega a cerca de R$ 36.300 — quase 73 % do valor financiado.
O mesmo financiamento em 36 meses tem prestação maior, próxima de R$ 1.962, mas o total de juros cai para cerca de R$ 20.600. O prazo mais curto eleva a parcela mensal e reduz de forma expressiva o custo total: a diferença de juros entre os dois prazos passa de R$ 15 mil.
Várias moedas
O simulador aceita reais e também USD, JPY, EUR e GBP. A matemática é idêntica em qualquer unidade monetária; o conversor aplica a mesma fórmula fechada. Isso serve para comparar uma proposta em reais com uma oferta no exterior ou para avaliar a sensibilidade de um financiamento a variações cambiais.
Quando a amortização antecipada compensa
Regra prática: se a taxa do contrato for maior do que o rendimento líquido (descontados IR e taxas) que se conseguiria investindo, a amortização tende a valer a pena. Em cenários de juros elevados, isso costuma recomendar amortizar:
- Crédito pessoal em banco (35–60 % a.a.)
- Crédito rotativo do cartão (a taxa supera qualquer rendimento de renda fixa)
- Cheque especial
- CDC de veículo a 24 %+
Em geral não compensa amortizar:
- FIES com juros reduzidos (próximos da inflação)
- Crédito consignado com juros baixos
- Financiamento habitacional pró-cotista a juros baixos, quando o dinheiro pode render mais em Tesouro IPCA+ ou ETF de longo prazo
Este simulador trata do lado da dívida; o Calculadora de Meta de Poupança e o Calculadora de juros compostos tratam do lado do investimento. Comparar os dois lados dá base para uma decisão fundamentada.
Comparar propostas com a visão de cenários
Um fluxo prático para avaliar ofertas concorrentes:
- Insira os dados da proposta A (taxa, prazo, amortização extra opcional).
- Clique em "Salvar cenário" — rotulado, por exemplo, "24 % / 60 meses".
- Mude para a proposta B e salve.
- Repita para a proposta C.
Os cartões mostram prestação, total de juros e curva de amortização lado a lado. Para contratos com prazos distintos, o total de juros costuma ser o critério mais relevante — uma parcela menor em um prazo mais longo com frequência esconde um custo total bem maior. Vale comparar também o Custo Efetivo Total (CET) informado pela instituição: é o número que considera todos os encargos.
Perguntas frequentes (FAQ)
Por que o total de juros sobe tanto ao alongar o prazo?
Todo mês os juros incidem sobre o saldo devedor. Com um prazo maior, o saldo continua alto por mais tempo, então os juros se acumulam por mais meses. Um financiamento de veículo de R$ 50 mil a 24 % a.a. custa quase o dobro de juros em 60 meses quando comparado a 36 meses, mesmo com prestação mais confortável.
Como funciona matematicamente o ganho da amortização mensal?
Com um valor extra constante por mês, o novo prazo até a quitação satisfaz n* = log(P_eff / (P_eff − L·r)) / log(1 + r), em que P_eff é a prestação efetiva (prestação + extra), r é a taxa mensal e L é o saldo devedor. O extra reduz imediatamente o principal, o que diminui os juros do mês seguinte e libera mais da prestação ordinária para amortização — um efeito que se autorreforça.
Vale mais quitar antecipado ou investir?
Regra de bolso: se a taxa do financiamento é maior do que o rendimento líquido (descontados IR e taxas) que você consegue em renda fixa, quite antes. Crédito pessoal a 4 % a.m. supera com folga qualquer Tesouro Direto ou CDB. Financiamentos de pró-cotista da habitação, FIES ou empréstimos consignados a juros baixos costumam não compensar quitar — o dinheiro rende mais em ETF ou Tesouro IPCA+.
Os números batem com a tabela do banco?
Para Tabela Price com capitalização mensal e sem tarifas embutidas, sim — ao centavo. Diferenças geralmente vêm do IOF embutido no valor financiado, tarifas de cadastro, seguro prestamista somado à parcela ou arredondamentos da taxa mensal. Compare com a planilha de evolução do contrato fornecida pela instituição.
Disclaimer
Este simulador assume taxa nominal fixa, capitalização mensal e ausência de tarifas embutidas no valor financiado. Contratos reais podem incluir IOF, tarifa de cadastro, seguro prestamista, taxas variáveis (CDI, IPCA) ou outras convenções de cálculo — confira sempre o CET e a planilha de evolução do contrato. O conteúdo aqui não constitui recomendação financeira; consulte um profissional credenciado para decisões de crédito ou portabilidade.