Escore de Child-Pugh
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| Ascite | Ausente |
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| Encefalopatia hepática | Ausente |
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| Parâmetro | Pontos |
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Bilirrubina total | 0 |
Albumina sérica | 0 |
INR | 0 |
Ascite | 0 |
Encefalopatia hepática | 0 |
Escore de Child-Pugh
Calcule o escore de Child-Pugh (Child-Turcotte-Pugh) a partir de bilirrubina, albumina, INR, ascite e encefalopatia para classificar a gravidade da cirrose em classe A, B ou C.
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Esta calculadora serve para fins educativos e de referência geral, não constituindo diagnóstico médico nem plano de tratamento. O escore de Child-Pugh é uma das ferramentas usadas para estratificar a gravidade da cirrose (ao lado do MELD/MELD-Na), e a graduação de ascite e encefalopatia tem caráter subjetivo. Interprete os resultados com um profissional de saúde qualificado.
Escore de Child-Pugh
O escore de Child-Pugh, originalmente a classificação de Child-Turcotte-Pugh, mede o quanto a doença hepática crônica já avançou. Ele condensa cinco achados de rotina em um único número, de 5 a 15, e em uma classe A, B ou C. Hepatologistas, cirurgiões e farmacêuticos o utilizam para estimar o prognóstico, avaliar o risco de uma cirurgia em paciente com cirrose, ajustar doses de medicamentos e conduzir a conversa sobre encaminhamento para transplante.
Os cinco parâmetros
Cada parâmetro recebe 1, 2 ou 3 pontos, e os pontos são somados. Três são valores laboratoriais e dois são avaliações clínicas.
| Parâmetro | 1 ponto | 2 pontos | 3 pontos |
|---|---|---|---|
| Bilirrubina total (mg/dL) | abaixo de 2 | 2–3 | acima de 3 |
| Albumina sérica (g/dL) | acima de 3,5 | 2,8–3,5 | abaixo de 2,8 |
| INR | abaixo de 1,7 | 1,7–2,3 | acima de 2,3 |
| Ascite | ausente | leve (controlada por diuréticos) | moderada a grave (refratária) |
| Encefalopatia | ausente | grau 1–2 (controlada) | grau 3–4 (refratária) |
A bilirrubina reflete a capacidade excretora do fígado, enquanto a albumina e o INR refletem sua função de síntese — a capacidade de produzir proteínas e fatores de coagulação. Um valor exatamente sobre o limiar é classificado na faixa intermediária inclusiva, seguindo a convenção do MDCalc: bilirrubina de 2 ou 3, albumina de 3,5 ou 2,8 e INR de 1,7 ou 2,3 pontuam, cada um, 2 pontos.
Os valores podem ser informados em unidades convencionais ou do SI. A bilirrubina converte-se a 1 mg/dL = 17,1 µmol/L e a albumina a 1 g/dL = 10 g/L, de modo que os mesmos limiares passam a ser bilirrubina abaixo de 34 / acima de 50 µmol/L e albumina acima de 35 / abaixo de 28 g/L. O INR é uma razão e não tem unidade.
Classes e prognóstico
O escore total mapeia três classes:
Classe=⎩⎨⎧ABC5≤escore≤67≤escore≤910≤escore≤15A classe A descreve a cirrose bem compensada, a classe B um comprometimento funcional significativo e a classe C a doença descompensada. Coortes históricas associam as classes a uma sobrevida progressivamente menor — cerca de 100%, 80% e 45% em um ano para A, B e C, respectivamente, com o StatPearls relatando mortalidade em um ano de aproximadamente 0%, 20% e 55%. São médias populacionais de literatura mais antiga e variam muito conforme a causa da doença hepática, as comorbidades e o tratamento atual, de modo que descrevem grupos, não um indivíduo.
Um breve histórico
Charles Gardner Child e Jeremiah Turcotte introduziram a classificação original em 1964 para prever o risco cirúrgico em pacientes com cirrose submetidos a operações de derivação portossistêmica. A versão deles usava o estado nutricional como parâmetro. Em 1973, Pugh e colaboradores a modificaram para pacientes operados por sangramento de varizes, substituindo o estado nutricional pelo tempo de protrombina (hoje expresso como INR) e acrescentando a graduação formal da encefalopatia. É essa modificação que constitui o escore em uso atualmente.
Child-Pugh e MELD
O escore de Child-Pugh inclui dois elementos subjetivos — a graduação, pelo clínico, da ascite e da encefalopatia —, o que o torna rápido à beira do leito, porém um pouco dependente do observador. O Modelo para Doença Hepática Terminal (MELD), e sua forma ajustada pelo sódio (MELD-Na), foi desenvolvido para ser totalmente objetivo, calculado apenas a partir de bilirrubina, INR, creatinina e sódio. Por ser reprodutível, o MELD é usado para ordenar pacientes na fila de transplante de fígado. O Child-Pugh continua amplamente utilizado pela simplicidade e por estratificar o risco cirúrgico e de medicamentos. A função renal que alimenta o MELD pode ser estimada com a calculadora de Calculadora de Clearance de Creatinina, e o cálculo do Calculadora de Cálcio Corrigido é outro ajuste laboratorial de beira de leito frequentemente verificado em conjunto.
Limitações
Dois dos cinco dados dependem do julgamento clínico, de modo que os escores podem diferir entre avaliadores. As faixas são amplas, então um paciente próximo de um limiar pode mudar de classe com uma pequena variação laboratorial, e o escore não capta a função renal, a causa da doença hepática nem a resposta ao tratamento. É importante lembrar que a classe é dinâmica: tratar a doença de base pode reduzir a bilirrubina e o INR, elevar a albumina e resolver a ascite, levando o paciente da classe B de volta à classe A. O escore deve ser lido em conjunto com o quadro clínico completo, e não isoladamente.
Perguntas frequentes (FAQ)
Para que serve o escore de Child-Pugh?
O escore de Child-Pugh (originalmente a classificação de Child-Turcotte-Pugh) classifica a gravidade da doença hepática crônica, sobretudo a cirrose. Ele combina dois marcadores laboratoriais da função de síntese (albumina e INR), um da função excretora (bilirrubina) e dois achados clínicos (ascite e encefalopatia hepática).
O total enquadra o paciente em classe A, B ou C, o que ajuda a estimar o prognóstico e orienta o risco cirúrgico, o ajuste de doses de medicamentos e a discussão sobre encaminhamento para transplante.
Qual é a diferença entre Child-Pugh e MELD?
Ambos classificam a gravidade da cirrose, mas têm concepções diferentes. O Child-Pugh inclui duas avaliações clínicas subjetivas — o grau de ascite e o de encefalopatia — junto a valores laboratoriais.
O MELD (e o MELD-Na) é totalmente objetivo, calculado apenas a partir de bilirrubina, INR, creatinina e sódio, o que o torna reprodutível o suficiente para ordenar pacientes na fila de transplante de fígado. O Child-Pugh continua sendo usado pela simplicidade e para estratificar o risco cirúrgico e o ajuste de doses.
O que significam as classes A, B e C?
A classe A (5–6 pontos) corresponde à doença bem compensada, com o melhor prognóstico. A classe B (7–9 pontos) indica comprometimento funcional significativo. A classe C (10–15 pontos) é a cirrose descompensada, com o pior prognóstico e a indicação mais forte para avaliação de transplante. As classes correspondem a taxas de sobrevida históricas progressivamente menores, mas esses valores são médias populacionais, não previsões individuais.
Quais unidades laboratoriais a calculadora aceita?
A bilirrubina pode ser informada em mg/dL ou µmol/L (1 mg/dL = 17,1 µmol/L), e a albumina em g/dL ou g/L (1 g/dL = 10 g/L); basta trocar a unidade no campo e a pontuação se ajusta automaticamente. O INR é uma razão e não tem unidade. Os limiares de pontuação são idênticos independentemente da unidade — muda apenas o número exibido.
Como se graduam a ascite e a encefalopatia?
A ascite é graduada pelo exame clínico e por imagem como ausente, leve (responsiva a diuréticos) ou moderada a grave (tensa ou refratária) — pontuando 1, 2 ou 3 pontos.
A encefalopatia hepática segue os critérios de West Haven: ausente (1 ponto), grau 1–2 (confusão leve ou letargia, controlada) com 2 pontos, e grau 3–4 (desorientação acentuada até coma, refratária) com 3 pontos. Ambas dependem do julgamento clínico, o que confere ao escore um componente subjetivo.
A classe de Child-Pugh pode melhorar com o tempo?
Sim. O escore é dinâmico, não fixo. Tratar a doença hepática de base — por exemplo, controlando a hepatite viral, suspendendo o álcool ou otimizando diuréticos e nutrição — pode reduzir a bilirrubina e o INR, elevar a albumina e resolver a ascite ou a encefalopatia. Um paciente pode passar da classe B de volta à classe A, razão pela qual o escore costuma ser repetido conforme o quadro clínico muda.
O escore de Child-Pugh é um diagnóstico?
Não. O escore de Child-Pugh é uma ferramenta de estratificação de gravidade e prognóstico, não um teste diagnóstico. Ele pressupõe que a cirrose ou a doença hepática crônica já tenha sido diagnosticada e então descreve o quão avançada ela está. Não identifica a causa da doença hepática nem substitui exames de imagem, biópsia ou avaliação especializada.
Aviso legal
Esta calculadora serve para fins educativos e de referência geral, não constituindo diagnóstico médico nem plano de tratamento. O escore de Child-Pugh é uma das ferramentas usadas para estratificar a gravidade da cirrose (ao lado do MELD/MELD-Na), e a graduação de ascite e encefalopatia tem caráter subjetivo. Interprete os resultados com um profissional de saúde qualificado.